O Rio de Janeiro em capítulos pessoais.

Contar minhas viagens pelo estado daria um blog inteiro ou talvez um livro. Por isso, prefiro narrar por regiões, começando pelo Noroeste Fluminense — minha terra natal. Conheci todos os treze municípios que a compõem, cada um marcado por diferentes motivos: futebol, jornalismo, música, turismo ou simplesmente o desejo de passar o tempo. Laje do Muriaé e Itaperuna guardam minhas férias de infância; Santo Antônio de Pádua, palco de bailes e partidas, foi onde encontrei Marina e nos casamos. Em Itaocara dançamos, em Aperibé celebramos, e por todos esses municípios caminhei em finais de semana, mesmo depois de nos mudarmos para Campos, nossa segunda base, que nos aproximou das praias de São João da Barra e São Francisco do Itabapoana.

De Campos, seguimos para a Região dos Lagos: Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo. O futebol me levou a Saquarema, mais precisamente Bacaxá, e a amizade com José Souto me apresentou Araruama e São Pedro da Aldeia. Já Rio das Ostras foi um capítulo à parte: férias no tempo do Banerj e transmissões improvisadas em cabines de rádio, acompanhando o Rio Branco na Terceira Divisão.

O Sul Fluminense tornou-se rotina: meu filho e meu neto moravam em Volta Redonda, e as visitas eram constantes. Com eles conheci Paraty, caminhei por Vassouras e descobri o recanto de Unai Etê. Passei por Barra Mansa, Resende, Angra dos Reis, Três Rios, e vivi as serestas de Conservatória. Vassouras revelou seus casarões do café e sua faculdade, Barra do Piraí mostrou sua força interiorana, e Itaipava nos presenteou com o frio serrano.

A Região Serrana, por sua vez, é velha conhecida desde os campeonatos de futebol da Região do Calcário, nos anos 1960. Conheci praticamente todos os municípios, exceto Cachoeira de Macacu, onde só me lembro de ter passado pela rodoviária, nas voltas de Niterói para Miracema, pela inesquecível Rio Ita — nossa operadora de viagens naquele tempo.

Enfim, o Estado do Rio de Janeiro é um cardápio exuberante de turismo. E eu turistei por todas as regiões. Dos 92 municípios, passei por pelo menos oitenta. Cada cidade, cada estrada, cada jogo ou seresta, cada pôr do sol ou praia, compõe não apenas um mapa geográfico, mas um mapa de vida.

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