Belo Horizonte

 Minas: Fé que Mora nas Alturas

No Alto da Montanha, a Gratidão

Depois da Serra, depois do silêncio, depois do vento que fala com a alma… a estrada me levou a .

E Belo Horizonte não é apenas capital.
É síntese.

A cidade se espalha entre montanhas como quem respeita a natureza ao redor. Moderna, mas sem perder o sotaque. Grande, mas ainda acolhedora.

Na Praça da Liberdade, caminhei devagar. Ali a história administrativa se mistura com cultura, arte, juventude. Minas pensa ali.

Depois fui à Pampulha. E diante da Igreja de São Francisco, pequena, curva, ousada, senti que Minas também sabe inovar sem abandonar a fé. Ali está o traço genial de — prova de que tradição e modernidade podem caminhar juntas.

Mas Belo Horizonte me marcou mesmo foi no simples.

No olhar do garçom orgulhoso do prato que serve.
Na conversa fácil com desconhecidos.
No jeito mineiro de escutar antes de falar.

Percebi algo importante:
O Caminho do Ouro começou na extração do metal.
Terminou na extração de significado.

Das cidades históricas à Serra da Piedade.
Do barroco ao concreto moderno.
Do silêncio da montanha ao movimento da capital.

Minas me ensinou que riqueza não é o que se carrega no bolso.
É o que se guarda no coração.

E enquanto a noite caía sobre Belo Horizonte, iluminando as avenidas e desenhando contornos nas montanhas ao redor, senti aquela paz de quem conclui um ciclo.

Algumas viagens acabam quando voltamos para casa.

Outras continuam dentro da gente.

Minas ficou.

E ficou grande.

s.

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