Papo de Viagens - Pelos quatro continentes /África


Nas conversas onde me reúno para prosa e cerveja  com velhos amigos, muitos já estão em outro Oriente, as vezes dizem sou o centro das atenções, conto causos de futebol, do rádio e dos bailes da vida, sempre tenho atenção e por algumas vezes até me surpreendo com o desejo dos amigos em ouvir mais e para contar minhas viagens, que gosto muito de falar, mas fico pensando se não estou sendo "o chato" ou inconveniente. 

Tento trazê-los para as páginas dos meus blogs, porém, tem sempre um porém, como diria meu amigo Bicudo: - Ler no blog é legal, mas um papo de botequim, bebendo umas geladas com amigos, é muito melhor. E, talvez por isto, não me acanho em contar meus causos e a falar dos lugares por onde passei, mas não deixo de narrar e a postar as fotos por aqui, nos meus blogs, para outros, que não bebem mas gostam de ver as fotos e ler as histórias que conto nestes espaços que me dão prazer inenarrável. 

E cá estamos nós, novamente, narrando e postando fotos dos anos em que estamos, eu e Marina, voando pelos quatro continentes e por capitais do mundo. E nesta primeira postagem sobre os continentes e capitais, começamos pelo último lugar que passamos, em novembro de 2022, que nos deu a chance de conhecer a África, o quarto continente que passamos nestes dezoito anos de estrada e céus pelo mundo. 

Uma viagem programada, bem projetada e com um roteiro bem puxado e com jeito de que nada daria certo para o casal septuagenário. Mas que nada! Foi um roteiro bem aceito por nós e com um jeito muito especial de viajar pelo mundo, ou seja, conhecendo dez cidades em oito dias e com uma aventura que podemos dizer "fora da curva".

E que aventura seria esta? Simples de explicar. Só em andar pelo Deserto do Saara já nos diz algo impactante e você, que me lê neste momento, andaria de camelo pelas areias quentes do deserto? Pois é, preciso ser forte e batuta para encarar uma hora de passeio no alto do animal mais amado da África e é necessário ter coragem suficiente para suportar o sol, quase quarenta graus, lá no meio da areia quente e chegar ao abrigo encontrar uma temperatura em torno dos oito graus e um vento, frio e  constante, soprando contra o seu peito, que é preciso colocar um agasalho forte para proteção. 

Chegamos a cidade de Ouarzazate por volta das sete da noite após saírmos dMarraquexe, passando por Ait Benhaddou, cruzando a Cordilheira do Atlas, elevados picos frequentemente nevados, isto mesmo, Marrocos tem sol, neve, frio, calor e pequenos povoados que vibram com a presença de turistas em suas paragens. A ida para o Sahara estava programada para às quatro da tarde e foi cumprida à risca pelo nosso guia Hassan. 

Saímos do hotel em caravana, cinco veículos 4x4 para cruzar quarenta e seis quilômetros até nosso destino, as Dunas do Sahara, e com um sol de Rio de Janeiro, no verão, chegamos para cumprir o mais esperado programa do giro de oito dias pelo Marrocos, claro as dunas e os camelos que poderiam ser a cereja do bolo desta incrível jornada pelo Marrocos. 


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