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Por aí, com Adilson Dutra: Viagem gastronômica

Há algum tempo recebi uma ligação, uma colega jornalista me convidando para gravar um quadro de um programa de turismo, no seu canal de TV, falando de minhas andanças e o tema seria "viagem gastronômica" e no contexto contar histórias ou falar das experiências culinárias de nossas viagens pelo mundo.  Me preparei bem, separando algumas experiências legais ou até aquelas decepções ou sustos que a alimentação pelo Brasil ou pelo mundo pode te dar, como na Espanha, para dar um exemplo, em 2005, que o "marinheiro de primeira viagem", que vos escreve estas linhas, passou em Madrid ao se fartar e empanturrar com uma comida angolana, baseada na culinária portuguesa e até mesmo nossa comida baiana, mas muito condimentada, que me fez, no dia seguinte, virar o Rei de Espanha com um trono exclusivo até no trem que nos levou a Toledo.  Claro que não contei esta desventura, falei sobre o Café da Manhã em Gramado, mas não deixei de citar que o melhor desjejum que me foi servido f...

Pelo mundo - Meu Álbum de fotografia

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  Aqui começava o período mais bacana de minha vida, aqui desci, pela primeira vez, em um Aeroporto Internacional e foi em Madrid, no dia 20 de maio de 2005, uma sexta-feira de primavera europeia. que desembarquei no Aeroporto de Barajas,  para conquistar a Europa e iniciar um ciclo que dura dezesseis anos e que abriu as portas dos sonhos para um casal que jamais havia pensado que o Velho Continente Europeu estava disponível para nós.  Do Aeroporto de Barajas até nosso hotel, o Sofitel, localizado na Plaza de Spaña, no coração de Madrid, foram 24 quilômetros,. percorridos em uma Van Especial, fretada pela Espn Internacional, que nos levou pelas avenidas da capital espanhola e pelo caminho começamos a demarcar nosso território, passaríamos ali nossos próximos cinco dias. Chegamos ao hotel ainda cedo, antes do almoço, e não tivemos tempo sequer para um rápído cochilo.  Um rápido café da manhã, o famoso breakfast cinco estrelas, e fomos chamados para a premiação, quem n...

A caixa de som assustadora

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  São divertidas as noites de sexta-feira no Armazém, principalmente nos dias de visita do ilustre jornalista Ermenegildo Sollon, que dá um toque mais clássico na conversa, sempre com um tema diferente a cada chegada do meu guru à cidade e ao Armazém.  Na última semana, por exemplo, o assunto foi música, mais precisamente os boleros, das grandes serestas que Sollon participou na Lapa, no Rio de Janeiro, ou na Rua Direita, em sua Miracema. Bolero também é a marca registrada do Carlinhos, nosso novo integrante do grupo de veteranos do Armazém, apaixonado pelo Trio Los Panchos e por Eidye Gormé.  Canário, sempre irreverente, leva seu som e me pede para que ligue o bluethooth para que a mesa seja "abençoada" pelos boleros de Bienvenido Granda, Lucho Gatica e outros latinos "reis do bolero". E aí, o novo companheiro, Carlinhos, manda a sua primeira pérola para o grupo. - Ontem eu recebi um zap falando da história do bolero "El Reloj", é linda e o autor foi supi...

Reflexões sobre a pandemia x Gente Humilde

  Tem certos dias em que penso em minha gente, agora então penso demais, e sinto assim todo meu peito se apertar, a saudade dos filhos, dos netos, das manas e dos sobrinhos bate cada dia mais forte, porque parece que acontece de repente, e foi mesmo, o tal vírus chegou, se instalou e chegou como um desejo de eu viver sem me notar.  Não dá para dizer igual a como quando eu passo no subúrbio, há algum tempo não ando por um lugar distante ou um subúrbio legal nem daqui, onde moro, nem das grandes cidades, e não dá nem para dizer, eu, muito bem, vindo de trem de algum lugar, e ai me dá inveja dessa gente, que vai em frente sem nem ter com quem contar.  Verdade absoluta, senhores letristas desta melodia, não ter com quem contar é duro, eu, mesmo em quarentena, tenho com quem conversar, com quem contar para os afazeres externos, com os amigos que me consolam quando estou triste e me dão o prazer da companhia nas redes sociais. As vezes volto meu olhar para minha Miracema, a min...

Por onde for quero ser seu par...

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Por onde for quero ser seu par... Eu e Marina andamos por aí desde 1992, sem medo de ser feliz, nossa trajetória de viagens começou pela Serra Gaúcha e nosso último destino foi em outra serra, a Capixaba, e nesta postagem contarei e cantarei aquela canção do trio Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymi, uma verdadeira Andança. Contarei passo toda nossa trajetória de viagens por onde quer que passamos e fizemos nossas fotos.   Sentados na mureta da Orla do Lago de Zurique Contarei a história em fotos que escolhemos a dedo de um total de quase oito mil de nossos álbuns. Começo, ordem aleatória de datas, com as fotos preferidas do casal, esta ao lado foi na viagem de 2008, nossa primeira de longa duração na Europa, no Lago de Zurique, que se congela durante o inverno e é um dos cartões postais da cidade que muitos acreditam ser a capital da Suíça.  Passeando pela Piazza de San Marco-Veneza Neste mesmo ano andamos por Veneza,...